Resenhas

É claro que é só minha opinião. Por isso, não leve tão a sério antes de encontrar a sua.

Mr. Punch
Após participar de um almoço organizado pelas minhas primas para reunir membros há muito tempo não vistos juntos da família e em que minha sensação mais corriqueira foi nas-minhas lembranças-ele-era-tão-mais-alto, passei pela FNAC cheio de más intenções: ceder ao meu desejo de ler A Comédia Trágica ou A tragédia Cômica de Mr. Punch. Não sabia que a sensação do almoço me acompanharia pela leitura. Ansioso, admirei a capa, cortei o plástico, abri e comecei a ler.

Robson Sobral

Inception (ou “a origem”, blergh) sem spoilers
É como coçar o próprio rosto. Algo tão trivial que você faz sem perceber. E Nolan fez um filme cheio daquilo de sempre sem te chamar atenção para isso. Está tudo lá: a gangue especialista; o golpe quase impossível; o novato que serve para tudo nos seja explicado; os imprevistos; os segredos que quase põe tudo a perder; o egoísmo em detrimento da fidelidade; os parceiros que não perdem a chance de aporrinhar um ao outro; a história de amor mal resolvida; a busca ao mentor por ajuda; o ladrão com sentimentos nobres; as pausas explicativas; E eu poderia continuar a lista indefinidamente, quase.

sobral

História do Design Gráfico, de Philip B. Meggs
Na faculdade, foi-me apresentado A história da Arte, de Ernest Gombrich. Alguns de meus colegas e eu adorávamos o livro. Fácil, mas bem pensado, bem escrito. Principalmente: não tinha a pompa empolada que se costuma associar injustamente à arte. Li muito dele, mas, confesso, nunca o terminei. Agora encerro a leitura do que considerei pessoalmente um irmão dessa obra: a História do design gráfico, de Philip B. Meggs. Não sabia da existência do livro.

Robson Sobral